Cestas agroecológicas
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onde entregamos
Como Funciona
de onde vêm os alimentos
Irmã Alberta
São Paulo, SP
Mais de 60 famílias produtoras
A Comuna da Terra Irmã Alberta, mais que um acampamento do MST, é um enclave de resistência e luta por reforma agrária em plena capital paulista. A área, de propriedade da antiga Sabesp, fica localizada na beira da Rodovia Anhanguera e seria utilizada como lixão, apesar de abrigar 7 nascentes e compor o maior corredor verde de São Paulo, em continuidade com as aldeias do Jaraguá e com o Parque Anhanguera.
São mais de 60 famílias organizadas pelo MST resistindo desde 2002, ano de sua ocupação, produzindo alimentos como mandioca, abacate e uva, que chegam à mesa da classe trabalhadora da capital livre de veneno. Mas a Comuna é mais que produção de alimentos. Ao longo de mais de duas décadas, o território tornou-se também um espaço fértil de cultura, educação popular e organização coletiva.
Ainda assim, a Comuna da Terra Irmã Alberta segue sem a regularização definitiva do território, tornando-a alvo constante de especulação imobiliária, pressões econômicas e conflitos fundiários, agravados pelo descaso do poder público e grilagens na região. Já são mais de duas décadas de produção de alimentos, cuidado ambiental e construção coletiva sem o reconhecimento legal do território. Isso é inaceitável. Já passou da hora. A conquista definitiva da Comuna da Terra Irmã Alberta precisa acontecer agora!
Dom Thomás Balduíno
Franco da Rocha, SP
63 famílias produtoras
A Comuna da Terra Dom Tomás Balduíno fica no município de Franco da Rocha, a cerca de 45 quilômetros da capital, na encosta da Serra do Japi. Ali, no alto da estrada que leva ao assentamento, ainda se vê ao longe a estação de trem de Franco da Rocha e o antigo Complexo Hospitalar do Juquery, vizinho histórico da região. Mas basta atravessar a entrada da Comuna para que outro mundo comece a aparecer: um território camponês vivo dentro da metrópole.
A Comuna nasceu no início dos anos 2000, a partir da articulação entre o MST e a Fraternidade Povo de Rua. A área, de propriedade estatal e improdutiva, fazia parte da Fazenda São Roque, e foi destinada à reforma agrária de modo a cumprir sua função social. Atualmente, vivem no território de 63 famílias de trabalhadoras e trabalhadores, que decidiram reconstruir suas vidas a partir da terra. Muitas delas vieram de situação de rua, desemprego e extrema vulnerabilidade social.
As casas do assentamento foram erguidas em mutirões organizados pelas próprias famílias, com assessoria técnica da Usina – Centro de Trabalhos para o Ambiente Habitado. A produção agrícola segue princípios agroecológicos, sem uso de agrotóxicos, com cultivos diversificados e iniciativas como mutirões de implantação de Sistemas Agroflorestais (SAFs). É a prova de que quando o povo organiza a luta, a terra deixa de ser mercadoria e volta a ser território de vida.
Dom Pedro Casaldáliga
Cajamar, SP
32 famílias produtoras
A Comuna da Terra Dom Pedro Casaldáliga, localizada em Cajamar, é mais um dos territórios onde a luta organizada dos trabalhadores transformou terra abandonada e ameaçada pela especulação em vida, alimento e preservação ambiental.
A partir de 2004, o MST realizou sucessivas ocupações na Fazenda São Luís, que durante décadas serviu ao plantio de monocultura de eucalipto e estava largada aos interesses da especulação imobiliária. Setores da elite regional planejavam transformá-la em condomínios de luxo voltados às classes mais ricas da região de Jundiaí. No entanto, a pressão da luta do povo organizado foi vitoriosa e o INCRA adquiriu a área para fins de reforma agrária: assim nasceu o Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) São Luiz, que viria a se tornar a Comuna da Terra Dom Pedro Casaldáliga.
A Comuna abriga 32 famílias, que transformaram a área em território de produção agroecológica, recuperação ambiental e organização comunitária. Lá se encontram experiências avançadas de agrofloresta, além de produtos beneficiados simples como o nhoque de mandioca, a tapioca e outros minimamente processados saudáveis e veganos. Esse tipo de experiência revela algo fundamental: quem preserva a natureza são os povos que vivem dela — não os condomínios de luxo nem o agronegócio predatório.

















